segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

- Crianças e adolescentes ganham festa do Capsi


Corte de cabelo, manicure e maquiagem, brinquedos infláveis, gincana, chegada do Papai Noel com distribuição de caixas de bombom e sorteio de brindes para os familiares estavam na programação

Na tarde de sexta-feira (12) teve festa de Natal para aproximadamente cem crianças e adolescentes atendidos no Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (Capsi) e seus familiares. O evento aconteceu no Centro de Atenção Psicossocial 2 (Caps2), no bairro Tributo. Almoço especial, sobremesa, pipoca, algodão-doce e picolé estavam na programação.
Corte de cabelo, manicure e maquiagem (parceria com a Secretaria de Assistência Social), diversão com brinquedos infláveis, gincana (competição em perna-de-pau, bolas e arco e flecha), chegada do Papai Noel com distribuição de caixas de bombom e sorteio de brindes para os familiares incrementaram a lista. “O chocolate serve para que tenham uma lembrança literalmente doce do Capsi e da diferença que o trabalho tem feito em suas vidas”, pontua o coordenador Tharso Meyer.
A gerente de Saúde Mental da Secretaria de Saúde, Carla Mondadori, frisa que a confraternização é também uma forma de interação, com contribuição do Caps2 e parceria do CapsAD. A coordenadora do Caps2, Vanuza Brunetta, entende que é preciso trabalhar em rede e troca de convivências. “As crianças, nossas pacientes, estão se recuperando de problemas que estavam afetando seriamente suas vidas”, descreve. O Capsi presta assistência para 170 crianças e adolescentes até 18 anos com transtornos mentais graves (depressão, transtorno de conduta e de alimentação – anorexia e bulimia). Atualmente, o paciente mais novo tem 4 anos.

Experiências de vida
Um dos pacientes, um menino de 12 anos, que se divertiu bastante na festa do Capsi, apresentou um quadro de brigas na escola, por isso está em tratamento. “Eu melhorei depois que entrei para o Capsi”, garante. Para outro, também de 12 anos, a festa serve como um método de socialização. “Frequento o Capsi há quatro anos, pois tinha dificuldades. Eu tinha vícios em bebidas, cigarro e drogas. Mas abandonei. Todo ano participo da festa e não tenho do que reclamar do Capsi”, relata.
Uma menina de 8 anos, acolhida no Abrigo Menino Jesus, no bairro Santo Antonio, recebe atendimento no Capsi. “Eu não sabia ler. Agora sei. Eu ‘juntava’ as letras de forma errada. Gostei muito da festa”, diz. A avó de um paciente de 10 anos, relata: “Ele foi para o Capsi porque era muito hiperativo e ansioso. Ele é um menino mudado, está bem melhor e mais calmo. O atendimento do Capsi é ótimo”, aponta.

Parcerias
A Residência Multiprofissional da Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac) apoia o Capsi pelo segundo ano, com profissionais das áreas de psicologia, odontologia e enfermagem, assim como o Programa de Educação para o Trabalho (PET), também da Uniplac, com seus graduandos.
Para a realização da festa foram parceiros a Secretaria de Saúde, Gerência de Saúde Mental, Unidades Básicas de Saúde (UBSs), Caps2, CapsAD, Núcleo de Apoio à Saúde da Família (Nasf), Programa de Apoio Psicossocial (Paps), Secretaria de Assistência Social, Instituto Federal de Santa Catarina (Ifsc) e Biblioteca Municipal.

L

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