quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Resultado de pesquisa sobre doenças feita em escolas públicas é divulgado



A Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE), vinculada à Superintendência de Vigilância em Saúde, fechou os dados da Campanha Nacional de Hanseníase, Geohelmintíase e Tracoma, realizada no decorrer deste ano, em Santa Catarina, investigando estudantes de escolas públicas com idade entre cinco e 14 anos.
Durante a campanha foram distribuídas 6.845 fichas espelho para a detecção de Hanseníanse, com retorno de 4.893 delas e encaminhamento de 154 alunos aos postos de saúde com suspeita da doença. Mas não houve confirmação de nenhum caso.
Em 2013, a doença foi diagnosticada em 71 municípios catarinenses. Deste total 72% de novas ocorrências foram registradas em 28 cidades. Na última década foi registrada uma média anual de 210 casos novos de Hanseníase no território catarinense. Em menores de 15 anos a média é de 4,3 casos. 
De acordo com a coordenadora do setor de Hanseníase da DIVE, Jeanine Varela, nestas áreas onde há notificações da doença a população fica mais exposta ao contágio por conta do maior número de bacilos circulantes. “Compreendemos a necessidade de concentrar o trabalho nestes municípios para romper a cadeia de transmissão. Porém, é fundamental também que as áreas silenciosas sejam examinadas para reduzirmos a prevalência oculta”, salienta a coordenadora.
Hanseníase
A Hanseníase é causada pelo bacilo Mycobacterium leprae. A transmissão da doença ocorre pelas vias aéreas superiores e por contato direto e prolongado com o doente sem tratamento. Lesões de pele com alteração de cor e sensibilidade, dormência e comprometimento de nervos periféricos são os principais sintomas.
Tracoma
A campanha também buscou identificar casos de Tracoma em estudantes com idade entre cinco e 14 anos de 38 escolas públicas. Foram examinados 6.727 alunos e identificados 376 casos positivos da doença. O tratamento foi feito durante a campanha realizada nos municípios de Dionísio Cerqueira, Romelândia, Coronel Martins, Frei Rogério, Lebon Regis, São José do Cerrito, Monte Carlo e Leoberto Leal. Essas localidades foram definidas como prioritárias conforme a Portaria 2556/2011.
Em Santa Catarina, no período de 2010 a 2013, foram examinados 66.219 estudantes, com diagnóstico de 4.068 casos. A campanha do Tracoma também foi desenvolvida em todo o país abrangendo 350 municípios, com identificação de 15.796 casos da doença e tratamento de 99,4% das ocorrências.
A campanha será desenvolvida, ainda, nos próximos três anos, com o objetivo de realizar o diagnóstico mais preciso da doença entre a população-alvo. Durante a ação, são realizados exames oculares nos alunos para detecção do Tracoma. Os casos positivos são tratados com Azitromicina, após autorização dos pais.
O Tracoma é uma doença inflamatória dos olhos causada por uma bactéria, que atinge a córnea e a conjuntiva. A transmissão ocorre por contato direto, pessoa a pessoa, ou contato indireto, através de objetos contaminados com secreções (toalhas, lenços, lençóis). As moscas podem contribuir para a disseminação da doença por meio de transporte mecânico.
Geohelmintíase
Em 2014 foram tratadas 6.343 crianças com Geohelmintíase em todo o Estado. Especialmente no município de Bom Retiro, que aderiu espontaneamente à campanha, 1.267 estudantes receberam o tratamento contra a doença. 
A Geohelmintíase é causada pelos parasitas intestinais que causam anemia, dor abdominal e diarreia. As principais verminoses são ascaridíase, ancilostomíase e triquiuríase.

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