quarta-feira, 8 de março de 2017

Produtores rurais clamam por mais segurança no interior


Lages – 07/03/2017 - Os roubos nas propriedades rurais, com mais intensidade nas regiões de Lages e Água Doce, estão causando sérios prejuízos, sem falar nas temeridades pela segurança das pessoas. O assunto foi amplamente debatido na manhã desta terça-feira (7), em mais uma reunião do Conselho de Segurança de Lages (Consel), na Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL). A grande preocupação dita pelos produtores, representados pelo presidente da Associação Rural de Lages, Márcio Pamplona, é a demora no apontamento de uma solução para as ocorrências. “Há necessidade de se chegar a quem recepta, ou seja, compra produtos agrícolas roubados, e principalmente, carne sem procedência”, salienta o dirigente.

O que as vítimas de furtos no interior querem é que a Polícia Civil amplie as investigações. Pamplona citou o exemplo de um produtor que, há mais de dez meses registrou Boletim de Ocorrência (BO), por abigeato, inclusive, com suspeitos do roubo pois, conseguiu-se recuperar os animais, e até agora não se obteve nenhum contato dos meios policiais. “A Polícia se mostra eficiente em caso de denúncias de crime ambiental nas propriedades. Não é pedir demais, a mesma eficiência quando o produtor se torna vítima de ladrões e precisa da Lei ao lado dele”, aponta Márcio.

O foco do meio produtivo é também o de colaborar, criando alternativas que alcancem mais segurança. Os roubos estão se ampliando. Além do gado, a invasão na propriedade atinge galpões na busca de defensivos, e das residências levam tudo o que podem.  Os produtores também sugeriram a volta da Patrulha Rural, entre outras formas peculiares como a implantação da Rede de Vizinhos, com delações em caso de movimentação estranha nos arredores das propriedades. Além disso, um novo modelo de segurança rural, implantado no Estado de Goiás, está sendo estudado para implantação em Santa Catarina, com o uso de drones, para, de cima, fotografar e mapear as estradas rurais e assim reduzir o tempo de resposta a partir dos chamados. “Com tantos registros de roubos, é preciso juntar forças para que também haja elucidação dos casos”, afirma Pamplona.

Mais informações: (49) 3225 3802

Assessoria de 

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