quarta-feira, 7 de junho de 2017

Carmen: “Vazios assistenciais” dificultam expansão de tratamento do câncer


 

A deputada federal Carmen Zanotto (PPS-SC), em comissão geral realizada na terça-feira (06), na Câmara dos Deputados, manifestou preocupação com os “vazios assistenciais” que dificultam o tratamento de pacientes com câncer. Segundo a parlamentar, mesmo depois da implantação do plano de expansão de radioterapia, a dificuldade persiste porque ainda falta infraestrutura nos municípios para receber os equipamentos que são disponibilizados pelo Ministério da Saúde.
 
O plano foi implantado depois que a Lei dos 60 Dias, de autoria de Carmen Zanotto, entrou em vigor.
 
“Reconhecemos que há uma redução no tempo de atendimento, mas ainda há muitos vazios assistenciais. É preciso mais empenho da parte dos municípios para que a lei seja cumprida. Os equipamentos não podem ficar encaixotados, aguardando um impasse em uma licitação, por exemplo, que pode levar muito tempo. Enquanto os pacientes aguardam a burocracia, a doença avança”, alertou a parlamentar, que preside a Frente Parlamentar de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Câncer.
 
Carmen informou que tem recebido muitas denúncias, inclusive de Santa Catarina, cujo plano de atendimento oncológico é considerado um dos melhores do Brasil. “Precisamos urgentemente resolver esse problema. É fundamental que os estados, os municípios, as prefeituras arregacem as mangas para atender essa prioridade”, pediu.
 
De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde, o câncer avança no país mais por causa da falta de prevenção e do diagnóstico precoce. Por ano, 600 mil brasileiros são diagnosticados com a doença.
 
Carmen Zanotto disse que a redução de recursos orçamentários para os estados e municípios também é um entrave ao atendimento dos pacientes.
 
300 Dias
 
De acordo com o Tiago Farina Matos, do Instituto Oncoguia, há casos, em São Paulo, em que pacientes demoram “300 dias” para receber o diagnóstico da doença. “Isso acontece no maior estado do país, imaginem o que acontece nas demais regiões. O diagnóstico tardio tem aumentado a mortalidade”, informou. Ele reclamou da falta de transparência nas filas de espera do SUS (Sistema Único de Saúde) e defendeu que, logo após a consulta, as pessoas sejam informadas sobre o local onde receberá

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