quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Dados estatísticos sobre o vírus da Aids são solicitados na Câmara

No pedido de informação 095/17, o vereador David Moro (PMDB) busca da Prefeitura de Lages dados estatísticos sobre o vírus HIV no município. Entre os questionamentos estão o número de pessoas em tratamento, internadas e que morreram vítimas da Aids nos últimos anos; se o tratamento antirretroviral está sendo disponibilizado pelo Sistema Básico de Saúde (SUS), caso positivo, como e onde é realizado e quantas mulheres, homens e crianças fazem uso do tratamento; e qual procedimento está sendo adotado para informar e tratar os pacientes que se encontram nessa situação.
David também se mostra preocupado se o município tem feito campanhas no sentido de informar, prevenir e conscientizar a população sobre a proliferação do vírus HIV; se existem campanhas realizadas nas escolas, nos meios de telecomunicação, entre outros, para prevenção desta doença; e qual a possibilidade de ser realizada uma campanha com urgência para conscientização sobre o tema no município. A matéria foi encaminhada ao prefeito Antonio Ceron (PSD) e à secretária de Saúde de Lages, Odila Waldrich.
 
Campanhas de prevenção precisam ser mais estimuladas entre os jovens
 
No documento legislativo aprovado na sessão de segunda-feira (7), o vereador mostra que em 2015 o país atingiu o recorde de pessoas que procuraram pelo tratamento de Aids no Brasil, totalizando 81 mil brasileiros. De 2009 a 2015, o número de pessoas em tratamento pelo SUS aumentou 97%, passando de 231 mil para 455 mil pessoas. Dados do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS) apontam que em junho de 2016, cerca de 18 milhões de pessoas no mundo todo tiveram acesso ao tratamento antirretroviral contra o vírus da AIDS, sendo 910 mil crianças.
O impacto de infecções pelo vírus tem aumentado o risco de morte por doenças relacionadas à AIDS. Os riscos de HIV entre adolescentes e jovens são maiores em ambientes desafiadores, com acesso insuficiente a alimentos, educação e moradia e com altas taxas de violência. A ideia de não ser acometido pela infecção, o uso insuficiente do preservativo e baixas taxas de testagem de HIV persistem entre os jovens.
            No entanto, as medidas de proteção social e a inserção de adolescentes e jovens no ambiente escolar e no mercado de trabalho diminuem a vulnerabilidade para o HIV. As escolas representam o espaço mais conveniente para a educação sexual abrangente, que fornece aos adolescentes e jovens o conhecimento e as habilidades necessárias para fazer escolhas conscientes, saudáveis e respeitosas sobre relacionamentos e sexualidade. Isso também demostra a importância da realização de campanhas de conscientização nas escolas e por meios de comunicação, como a #PartiuTeste, o Dia Mundial de Prevenção ao HIV e Aids, bem como as ações que são desenvolvidas no âmbito do Programa Nacional de DST, Aids e Hepatite Virais.
 
 

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