quarta-feira, 17 de abril de 2019

Prefeituráveis discutem os destinos de Lages

    Foto: Núbia Garcia



Sem o peso e a responsabilidade de um cenário eleitoral, o debate entre Juliano Polese (PP), Marcius Machado (PR) e Moisés Savian (PT), foi marcado por um clima amistoso e aparentemente leve. Quem acompanhou as duas horas de conversa quase pode esquecer que há três anos o trio que compunha a mesa concorreu às eleições municipais em lados opostos.

Durante o debate, Polese, atual vice-prefeito de Lages, estava lado a lado com um de seus adversários diretos na campanha à prefeitura de 2016 (Marcius); e de um dos vereadores (Savian) que votaram a favor do primeiro pedido de impeachment de seu mandato, em 2018. O encontro, que tinha tudo para ser um embate político, ante o histórico dos participantes, foi uma noite amigável e sem alfinetadas.

Os três foram os únicos participantes (no total de oito convidados) do debate promovido pela Rádio Menina, na noite de segunda-feira (15). A iniciativa integra o projeto Lages 2021, tem como foco debater o futuro da cidade e, de acordo com a organização, não foi um evento de cunho eleitoral.
Apesar disso, o evento seguiu todo o rito de um debate oficial: os convidados sentaram-se próximos, o tempo de suas respostas foi cronometrado, com direito à réplica e tréplica, todos ouviram perguntas elaboradas pelo mediador e por empreendedores e, para finalizar, puderam fazer questionamentos entre si.
Polese, Marcius e Savian estavam aparentemente tranquilos e davam respostas firmes para cada questionamento, todos demonstraram preparo e embasamento para responder as perguntas. Polese, que já foi vereador e secretário da Saúde em Lages, na gestão de Renato Nunes de Oliveira, baseou a maioria de suas respostas nos dados da atual gestão do Executivo Municipal.
Marcius, vereador por dois mandatos consecutivos, parecia um pouco mais tenso que os companheiros de mesa e apresentava um tom de campanha, enaltecendo seus feitos e sua equipe no Legislativo Estadual. Savian foi secretário da Agricultura na gestão de Elizeu Matos, atuou no Governo Federal por três anos e, em 2018, por alguns meses, assumiu como vereador suplente. Ao contrário dos dois colegas, ainda não assumiu um cargo eletivo por um mandato completo, mas isso não o intimidou e, assim como os outros convidados, apresentou dados sólidos em suas respostas.
Apesar da ampla divulgação do evento, durante as duas horas de debate, o auditório do Centro de Ciências Jurídicas (CCJ) da Uniplac não ficou nem perto de sua lotação máxima, o que demonstra certo desinteresse da população.

Fonte: Correio Lageano

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