quinta-feira, 11 de abril de 2019

MP investiga possíveis irregularidades na reforma de colégio


    Foto: Adecir Moraes / Correio Lageano

O Ministério Público (MP) estadual abriu um inquérito civil para apurar supostas irregularidades em obras de reforma do Colégio Industrial e Cedup Industrial, no Bairro Vila Nova (ambos funcionam no mesmo prédio).  A investigação está sob a responsabilidade do promotor de Justiça Jean Pierre Campos, titular da 5ª Promotoria da Moralidade Administrativa de Lages.
O inquérito foi instaurado após denúncia feita pelos respectivos diretores das unidades de ensino, Armando Duarte e Silvana de Almeida e Associação de Pais e Professores (APP). A representação foi protocolada no mês de março deste ano. Algumas pessoas já foram chamadas para prestar esclarecimentos.
Armando questiona a qualidade da obra. Conforme ele, dentre as supostas irregularidades, estão problemas na pintura, iluminação, rede de esgoto, falta de rampa de acessibilidade, defeito no forro do prédio, infiltrações e mofo em paredes, goteiras, telhados e grades enferrujadas e defeitos na acústica das salas de aula e no piso do ginásio de esporte, por exemplo.
Ele afirma ainda que não foram trocadas as janelas da unidade. Além disso, por conta de problemas na rede de esgoto, dois banheiros estão interditados. Também relata que há ainda uma rampa tão íngreme que prejudica o acesso de cadeirantes.
“Não sabemos se a falha foi no projeto, na execução da obra ou na fiscalização. Fato é que queremos uma solução”, ressalta Armando. “Os problemas estão causando transtornos. Recentemente, uma chuva forte alagou quatro salas de aula”, acrescenta a diretora do Cedup Industrial, Silvana de Almeida.
Ele lembra que os problemas foram constatados ainda durante a execução da obra. Um relatório de 20 páginas apontando as supostas irregularidades foi protocolado na Gerência Regional de Educação (Gered). Segundo Armando, várias reuniões foram realizadas para discutir os problemas.
A reforma foi executada pela empresa Terra Engenharia e custou R$ 7, 9 milhões, segundo a empreiteira. Além disso, por conta de adaptações de projeto, teve um aditivo, cujo valor não foi informado. O investimento foi do Governo do Estado. A obra, que durou cerca de três anos e meio, foi entregue à comunidade em fevereiro de 2018.


Fonte: CorreioLageano

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